Os 6 norteadores estratégicos que a sua empresa precisa

Guilherme Rabello

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Se tem uma coisa que aprendi ao longo da minha jornada trabalhando com líderes empresariais é que não dá para escalar uma montanha sem saber qual o topo certo. Parece óbvio, mas muitas empresas seguem operando no dia a dia sem sequer terem clareza sobre onde querem chegar, por que existem ou quais princípios sustentam suas decisões. É por isso que precisamos conversar sobre os norteadores estratégicos

Os norteadores estratégicos trazem clareza para a organização, direcionam as prioridades e alinham o time em torno de um propósito comum. 

E quando falo isso, não estou me referindo apenas àqueles quadros bonitos na parede com a missão e a visão da empresa — estou falando de pilares vivos, que influenciam desde o comportamento dos líderes até o jeito como a estratégia se desdobra na prática. 

Mas bem, continue a leitura que eu te conto quais são esses seis norteadores estratégicos e como fazer para defini-los. Continue a leitura e confira! 

planejamento estrategico

O que são norteadores estratégicos? 

Os norteadores estratégicos são a bússola que vai orientar as decisões da alta liderança de uma empresa. Embora quais são esses norteadores pode variar, podemos definir que eles são: 

  1. Missão 
  1. Visão 
  1. Valores 
  1. Objetivos estratégicos 
  1. Metas 
  1. Negócio 

Com cada um desses seis tendo as particularidades e ajudando a definir um aspecto da empresa. A seguir eu falo mais detalhadamente o que é cada um deles. 

Os seis norteadores estratégicos 

Sem nenhuma “receita de bolo aqui”, você deve entender não só o que são os norteadores estratégicos, mas também como defini-los, já que copiar alguns prontos, mesmo que sejam dos seus concorrentes, pode não fazer sentido para a realidade da sua empresa. 

Confira mais sobre cada um deles: 

1- Missão 

Toda empresa nasceu por algum motivo. Algo mais profundo do que simplesmente gerar lucro. A missão é a resposta clara e objetiva à pergunta: “Por que existimos?” 

Para definir a missão, é preciso olhar para dentro. Entender qual problema a sua organização resolve, para quem, e de que maneira isso é feito. Uma boa missão é curta, direta e realista. Nada de prometer transformar o mundo se o que você entrega é eficiência logística para o setor industrial. Clareza, aqui, é poder. 

Exemplo realista e funcional de missão: 
“Conectar pessoas a oportunidades por meio de soluções tecnológicas em recrutamento e seleção.” 

Empresas que estabelecem uma missão coerente e comunicam isso de forma clara têm muito mais facilidade em unir o time em torno de um propósito comum. Isso fortalece a cultura e aumenta o engajamento, além de tornar todos os outros norteadores estratégicos mais consistentes. 

Leia também: Missão, visão e valores: aprenda de uma vez por todas a definir na sua empresa 

2- Visão 

Pense na visão como o ponto no horizonte. Aquela imagem clara de onde a empresa quer chegar em alguns anos. Diferente da missão, que vive no presente, a visão está no futuro. 

Muitas empresas a usam de maneira aspiracional e, ao mesmo tempo, viável. O ideal é que traga ambição e sirva como norte nas decisões estratégicas. Um erro comum é criar uma visão genérica ou copiar modelos prontos — isso não inspira ninguém. 

Exemplo de visão poderosa: 
“Ser a principal referência em inovação no setor educacional da América Latina até 2030.” 

3- Valores 

Mais do que escrever palavras bonitas, o desafio é garantir que elas sejam vividas. Os valores representam o conjunto de princípios que guiam o comportamento das pessoas dentro da organização. E isso impacta diretamente a cultura. 

Ao definir os valores, não pense no que está na moda. Pense no que de fato sustenta o jeito da sua empresa operar. Quer um exercício prático? Observe como as decisões difíceis são tomadas — é nesse momento que os verdadeiros valores aparecem. 

Valores não precisam ser muitos. Quatro ou cinco já são suficientes para transmitir a essência que vão norteador a empresa. 

4- Objetivos estratégicos 

Objetivos estratégicos são os desdobramentos mais táticos da missão e da visão. Eles transformam o discurso em foco de atuação. 

Um bom objetivo estratégico responde à pergunta: “O que precisamos fazer para chegar onde queremos?”. Ele é macro, está conectado a indicadores-chave e serve como base para as prioridades do negócio. 

Veja um exemplo prático: 

  • Visão: “Ser referência nacional em soluções sustentáveis para o agronegócio.” 
  • Objetivo estratégico: “Expandir a atuação no Centro-Oeste e aumentar em 35% a base de clientes da vertical de bioenergia até o final de 2025.” 

E sim, aqui o papel da liderança é total: são os líderes que precisam puxar esse movimento. 

5- Metas 

Se o objetivo é o “o quê”, a meta é o “quanto” e o “quando”. 

Metas são marcos mensuráveis que acompanham os objetivos estratégicos e tornam possível avaliar se a empresa está realmente progredindo. Uma meta bem definida deve ser clara, numérica, com prazos e responsáveis. E acima de tudo, possível — mas desafiadora. 

Diferente dos outros norteadores estratégicos, aqui não há espaço para subjetividade. É preciso colocar o número na mesa e acompanhar com consistência. 

Evite armadilhas como metas vagas (“aumentar vendas”) ou genéricas demais. Prefira algo como: 

Crescer o faturamento da unidade B2B em 20% até dezembro de 2025, priorizando novos contratos em mercados regulados.” 

6- Negócio 

Muita gente ignora esse item ou mistura com a missão — mas entender qual é o negócio da sua empresa é essencial para não se perder na estratégia. 

Diferente da missão, que fala do “porquê”, o negócio define o que você faz. É o seu campo de atuação, o setor onde compete, o tipo de solução que oferece. Parece simples, mas não é incomum ver empresas tentando ser tudo para todos — e aí perdem o foco, a relevância e a margem. 

Exemplo de definição clara de negócio: “Desenvolvemos plataformas de gestão para médias e grandes empresas, com foco em performance corporativa.” 

Essa definição ajuda na comunicação, na segmentação de mercado, no posicionamento estratégico e na priorização de investimentos. 

Entre os norteadores estratégicos, talvez esse seja o mais “pé no chão” — mas também o que mais impacta sua proposta de valor. 

Próximos passos 

Agora que você já definiu seus norteadores estratégicos, o próximo passo é garantir que eles deixem de ser apenas conceitos no papel e se tornem parte do dia a dia da gestão. 

Porque não basta saber aonde se quer chegar — é preciso acompanhar, medir e ajustar o rumo com base em dados concretos. E aqui entra um desafio comum: como transformar tudo isso em rotina de gestão estratégica, sem depender de dezenas de planilhas e reuniões desalinhadas? 

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